Ninguém vai ao Pai se não por Jesus Cristo

JESUS-COMO-O-NOVO-MOISES-E-O-NOVO-ELIAS

 

As autoridades judaicas, que interrogam os apóstolos sobre a cura do aleijado, realizada por Pedro, este responde: “É em nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos; é por ele que este homem se apresenta curado diante de vós e não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar (At 4, 10.12). Esta afirmação dirigida ao Sinédrio, tem um valor universal, já que, para todos- judeus e gentios- a salvação só pode vir de Jesus Cristo. São Paulo reconhece, em Cristo ressuscitado, o Senhor: “Porque, ainda que haja alguns que são chamados deuses, quer no céu quer na Terra, existindo, assim muitos deuses e muitos senhores,  para nós há apenas um único Deus, o Pai de quem tudo procede e para quem nós existimos; e um único Senhor, Jesus Cristo, por meio do qual todas as coisas existem, e igualmente nós existimos também”(1Cor 8,5-6).

O único Deus e o único Senhor são afirmados, em contraste com a multidão de “deuses” e de “Senhores” que o povo admitia. Paulo reage contra o politeísmo do ambiente religioso de seu tempo, pondo em relevo a característica da fé cristã: crenças num só Deus e num só Senhor, por aquele enviado.

No Evangelho de São João, esta universalidade salvifica de Cristo compreende os aspectos da sua missão de graça, de verdade e de revelação: “o verbo é luz verdadeira que ilumina a todo o homem” (Jo 1,9). E ainda “ninguém viu Deus: o Filho único, que está no seio do Pai, é que o deu a conhecer”

A revelação de Deus tornou-se definitiva e completa, na obra de seu Filho Unigênito: “Tendo Deus falado, outrora, aos nossos pais, muitas vezes e de muitas maneiras, pelos profetas, agora falou-nos, nestes últimos tempos, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, e por quem igualmente criou o mundo” (Hb 1,1-2). Nesta Palavra definitiva de sua revelação, Deus deu-se a conhecer de modo mais pleno; ele disse à humanidade quem é, E esta auto-revelação definitiva de Deus é motivo fundamental pelo qual a Igreja é, por sua natureza, missionária. Não pode deixar de proclamar o Evangelho, ou seja, a plenitude da verdade que Deus nos deu a conhecer de si mesmo.

Cristo é o único mediador entre Deus e os homens: “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem, que se deu em resgate por todos. Tal é o testemunho que foi dado, no tempo devido, e do qual eu fui constituído pregador, apóstolo e mestre dos gentios na fé e na verdade. Digo a verdade, não minto”(1 Tm 2,5-7; Hb 4,14-16).

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