Mediação única e universal

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Os homens por tanto, só poderão entrar em comunhão com Deus por meio de Cristo, e sob a ação do Espírito Santo. Esta sua mediação única e universal, longe de ser obstáculo no caminho para Deus, é a via estabelecida pelo próprio Deus, e disso Cristo tem plena consciência. Se não se excluem mediações participadas de diverso tipo e ordem, todavia elas recebem significado e valor unicamente da de Cristo, e não podem ser entendidas como paralelas ou complementares desta.

É contrário à fé cristã introduzir qualquer separação entre o Verbo divino e Jesus Cristo. São João afirma, claramente, que o Verbo, que “no principio estava com Deus”, é o mesmo que “ se fez carne” Jo 1,2.14). Jesus é o Verbo encarnado, pessoa una e indivisa: não se pode separar Jesus de Cristo, nem falar de um Jesus da história que seria diferente do “Cristo da fé”. A Igreja conhece e confessa Jesus como, Cristo, o Filho de Deus vivo: Cristo não é diferente de Jesus de Nazaré; e este é o Verbo de Deus feito homem, para a salvação de todos. Em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da divindade e da sua plenitude todos nós recebemos do Pai, é o Filho Unigênito, que está no seio do Pai” (Jo 1,18), é o Filho muito amado, no qual temos a redenção e a remissão dos pecados… Aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude, e por ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, pacificando, pelo sangue de sua cruz, tanto as criaturas da Terra como as do céu. Principalmente esta singularidade única de Cristo é que lhe confere um significado absoluto e universal, pelo qual, enquanto está na História, é o centro e o fim desta mesma História (CEVat II)

“Eu sou o ALFA e o ÔMEGA, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Ap 22,13).

Se é lícito e útil, portanto, considerar o mistério de Cristo sob os seus vários aspectos, nunca se deve perder de vista a sua unidade. À medida que formos descobrindo e valorizando os diversos tipos de dons, e, sobretudo as riquezas espirituais que Deus distribuiu a cada povo, não podemos separá-los de Jesus Cristo, o qual está no centro da economia salvadora. De fato, como pela Encarnação, o Filho de Deus uniu-se de alguma forma, a todo o homem, assim devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao mistério pascal. O plano divino é “recapitular em Cristo todas as coisas que há no céu e na terra” (Ef 1,10).

 

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