A salvação em Cristo, testemunhada e anunciada

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Todo o Novo Testamento se apresenta como um hino à vida nova, para aquele que crê em Cristo e vive na sua Igreja. A salvação em Cristo, testemunhada e anunciada pela Igreja é autocomunicação de Deus. “O amor não só cria o bem, mas faz participar também na própria vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Com efeito, aquele que ama, quer dar-se a si mesmo. (carta Enc. Dives in Misericórdia 30-11-1980). Deus oferece ao homem esta novidade de vida. Poder-se-á rejeitar Cristo e tudo aquilo que Ele introduziu na história do homem? Certamente que sim; o homem é livre: ele pode dizer não, a Deus. O homem pode dizer não a Cristo. Mas permanece a pergunta fundamental: é lícito fazê-lo? É lícito, em nome de quê?

No mundo moderno, tende-se a reduzir o homem unicamente à dimensão horizontal. Mas o que acontece ao homem que não se abre ao Absoluto? A resposta está na experiência de cada homem, mas está também inscrita na história da humanidade, com o sangue derramado em nome de ideologias e regimes políticos que quiseram construir uma “humanidade nova” sem Deus.

Todos os homens devem viver imunes de coação, em matéria religiosa, quer da parte de pessoas particulares, quer de grupos sociais ou de qualquer poder humano, de tal forma que ninguém seja obrigado a agir contra a sua consciência, nem impedido de atuar de acordo com ela, privada ou publicamente, só ou associado.

O anuncio e o testemunho de Cristo quando feitos no respeito das consciências, não violam a liberdade. A fé exige a livre adesão do homem, mas tem de ser proposta, já que “as multidões tem o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo, nas quais toda a humanidade- assim acreditamos- pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que procura, às apalpadelas, a respeito de Deus, do homem, do destino, da vida e da morte, da verdade. É por isso que a Igreja conserva bem vivo seu espírito missionário, desejando até que ele se intensifique, neste momento histórico que nos foi dado viver”. Têm, também, obrigação de aderir à verdade conhecida, e ordenar toda a sua vida segundo as exigências da verdade.

Enquanto reconhece que Deus ama todos os homens e lhes dá a possibilidade de se salvarem, a Igreja professa que Deus constituiu Cristo como único mediador e que ela própria foi posta como instrumento universal de salvação. Todos os homens, pois, são chamados a esta católica unidade de Povo de Deus… À qual, de diversos modos, pertencem ou estão ordenados, quer os fiéis católicos, quer os outros crentes em Cristo, quer universalmente todos os homens chamados à salvação pela graça de Deus.

É necessário manter unidas estas duas verdades: a real possibilidade de salvação em Cristo para todos os homens, e a necessidade da Igreja para essa salvação.

 

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