A Salvação é sempre um dom do Espírito Santo

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Assim o quis Deus, e, por isso, estabeleceu e comprometeu a Igreja no plano da salvação. Este povo messiânico-estabelecido por Cristo como uma comunhão de vida, amor e verdade, serve também nas mãos dele, de instrumento da redenção universal, sendo enviado a todo o mundo, como luz desse mundo e sal da Terra. Esta salvação é oferecida a todos os homens. Não significa que ela se destina apenas àqueles que, de maneira explícita, crêem em Cristo e entraram na Igreja. Se for destinada a todos, a salvação deve ser posta concretamente à disposição de todos, É evidente, porém, que, hoje como no passado, muitos homens não têm a possibilidade de conhecer ou aceitar a revelação do Evangelho e de entrar na Igreja. Vivem em condições socioculturais que o não permitem, e freqüentemente foram educados noutras tradições religiosas. Para eles a salvação de Cristo torna-se acessível, em virtude de uma graça que embora adotada de uma misteriosa relação com a Igreja, todavia não os introduz formalmente nela, mas ilumina convenientemente sua situação interior e ambiental. Esta graça provém de Cristo, é fruto do seu sacrifício e é comunicada pelo Espírito Santo: ela permite a cada um alcançar a salvação, com a sua livre colaboração. Por isso, após afirmar a dimensão central do Mistério pascal, diz: “isto não vale apenas para aqueles que crêem em Cristo, mas para todos os homens de boa vontade, no coração dos quais opera invisivelmente a graça. Na verdade, se Cristo morreu por todos e a vocação última do homem é realmente uma só, isto é, a divina, nós devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, do modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados no Mistério pascal” (Gaudium eT Spes,22).

Os mártires cristãos de todos os tempos- também do nosso- deram e continuam a dar a vida para testemunhar aos homens esta fé, convencidos de que cada homem necessita de Jesus Cristo, o qual, destruindo o pecado e a morte, reconciliou os homens com Deus.

Cristo proclamou-se Filho de Deus, intimamente unido ao Pai e, como tal, foi reconhecido pelos discípulos, confirmando suas palavras com milagres e, sobretudo, com a ressurreição. A Igreja oferece aos homens o Evangelho, documento profético, capaz de corresponder às exigências e aspirações do coração humano: é e será  sempre a  “Boa Nova”. A Igreja não pode deixar de proclamar que Jesus veio revelar a face de Deus, e merecer, pela cruz e ressurreição, a salvação para todos os homens. Só em Cristo, somos libertados de toda a alienação e extravio, da escravidão ao poder do pecado e da morte. Cristo é verdadeiramente “nossa paz” (Ef 2, 14), e “o amor de Cristo nos impele” (2 Cor 5, 14),dando sentido e alegria à nossa vida. A missão é um problema de fé; é a medida exata de nossa fé em Cristo e no seu amor por nós. Num mundo fortemente secularizado, surgiu uma gradual secularização da salvação, onde se procura lutar, sem dúvida, pelo homem, mas por um homem dividido, reduzido unicamente à dimensão horizontal.

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