Devemos sentir privilegiados

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Jesus veio trazer a salvação integral, que abrange o homem todo e todos os homens, abrindo-lhes os horizontes admiráveis da filiação divina. Para São Paulo, “nos foi dado esta graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo” (Ef 3,8).

A novidade de vida nele é a Boa Nova para o homem de todos os tempos: a ela todos são chamados e destinados. Todos, de fato, buscam-na, mesmo se, às vezes, confusamente, e têm o direito de conhecer o valor de tal dom e aproximar-se dele.  A Igreja, e nela cada cristão, não pode esconder nem guardar para si esta novidade e riqueza, recebida da bondade divina para ser comunicada a todos os homens.

A missão, para além do mandato formal do Senhor, deriva ainda da profunda exigência da vida de Deus em nós. Aqueles que estão incorporados na Igreja Católica devem sentir-se privilegiados, e, por isso mesmo, mais comprometidos a testemunhar a fé e a vida cristã como serviço aos irmãos e resposta devida a Deus, lembrados de que  “a grandeza de sua situação não se deve atribuir aos próprios méritos, mas a uma graça especial de Cristo; se não correspondem a essa graça por pensamentos, palavras e obras, em vez de se salvarem, incorrem num julgamento ainda mais severo”. A salvação consiste em crer e acolher o mistério do Pai e de seu amor, que se manifesta e oferece em Jesus, por meio do Espírito Santo. Assim se cumpre o Reino de Deus, preparado já no Antigo Testamento, realizado por Cristo e em Cristo, anunciado a todos os povos pela Igreja que atua e reza para que ele se realize, de modo perfeito e definitivo.

No Antigo Testamento atesta que Deus escolheu para si e formou um povo, para revelar e cumprir seu plano de amor. Mas, ao mesmo tempo, Deus é criador e Pai de todos os homens, atende às necessidades de cada um, estende sua benção a todos (Gn 12,3) e com todos selou uma aliança (Gn 9,1-17). Israel faz a experiência de um Deus pessoal e salvador (Dt 4,37), do qual se torna testemunha e porta-voz, no meio das nações. Ao longo da história Israel torna consciência de que sua eleição tem um significado universal. O ministério de Jesus é descrito no contexto das viagens em sua terra.  O horizonte da missão, antes da Páscoa, concentra-se em Israel; no entanto, Jesus oferece um novo elemento de importância capital. A realidade escatológica não fica adiada para um remoto fim do mundo, mas está próxima e começa já a cumprir-se. O Reino de Deus aproxima-se, roga-se que venha, a fé já o descobre operante nos sinais, isto é, nos milagres, nos exorcismos, na escolha dos doze, no anúncio da Boa Nova aos pobres. Nos encontros de Jesus com os pagãos, fica claro que o acesso ao Reino se faz pela fé e conversão, e não por mera proveniência étnica.

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