“Deus é Amor”

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O Reino, inaugurado por Jesus, é o Reino de Deus: o próprio Jesus revela que é este Deus, para o qual usa a expressão familiar “Abba”, Pai. Deus, revelado especialmente nas parábolas (Lc 15, 3-32); é sensível às necessidades e aos sofrimentos do homem: um pai cheio de amor e compaixão, que perdoa e dá gratuitamente os benefícios que lhe pedem. São João disse que “Deus é amor” (1 Jo4,8. 16 ). Todo o homem, por isso, é convidado a “converter-se” e a “crer” no amor misericordioso de Deus por ele: o Reino crescerá na medida em que cada homem aprender a dirigir-se a Deus, na intimidade da oração, como a um Pai (Lc 11,2; Mt 23,9), e se esforçar por cumprir sua vontade (Mt 7,21). Jesus  revela progressivamente as  características e as exigências do Reino, por meio de suas palavras, suas obras e sua pessoa. No início do seu ministério Jesus proclama: fui enviado a anunciar a Boa-Nova aos pobres. Às vítimas da rejeição e do desprezo, declara: “bem-aventurados vós os pobres”, fazendo-lhes, inclusive, sentir e viver, já uma experiência de libertação, estando com eles, partilhando a mesma mesa, tratando-os como iguais e amigos, procurando que se sentissem amados por Deus, e revelando, deste modo, imensa ternura pelos necessitados e pecadores.

A libertação e a salvação, oferecidas pelo Reino de Deus, atingem a pessoa humana tanto em suas dimensões físicas como espirituais. Dois gestos caracterizam a missão de Jesus: curar e perdoar. As múltiplas curas provam sua grande compaixão diante das misérias humanas; mas significam, também, que, no Reino de Deus, não haverá doenças nem sofrimentos, e que sua missão, desde o início, visa libertar as pessoas desses males. Na perspectiva de Jesus, as curas são também sinal da salvação espiritual, isto é, da libertação do pecado. Realizando gestos de cura, Jesus convida à fé, à conversão, ao desejo do perdão (Lc 5,24). Recebida a fé, a cura impele a ir mais longe: introduz na salvação. Os gestos de libertação da possessão do demônio, mal supremo e símbolo do pecado e da rebelião contra Deus, são sinais de que o Reino de Deus chegou até vós. O Reino pretende transformar as relações entre os homens, e realiza-se, progressivamente, à medida que estes aprendem a amar, perdoar, a ajudar-se mutuamente. Jesus retoma toda a Lei, centrando-a no mandamento do amor. Antes de deixar os seus, dá-lhes um “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34; 15,12). O amor com que Jesus amou o mundo tem sua expressão suprema, no dom de vida pelos homens, que manifesta o amor que o Pai tem pelo mundo (Jo 3, 16). Por isso a natureza do Reino é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus. O Reino se diz respeito a todos: às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro.

Trabalhar pelo Reino significa reconhecer e favorecer o dinamismo divino, que está presente na história humana e a transforma. Construir o Reino quer dizer trabalhar para a libertação do mal, sob todas as suas formas.  O Reino de Deus é a manifestação e a atuação de seu desígnio de salvação, em toda a sua plenitude.

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