Anunciando o Reino de Deus

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Ao ressuscitar Jesus dos mortos, Deus venceu a morte e nele inaugurou, definitivamente, o seu Reino. Durante a vida terrena, Jesus é o profeta do Reino e, depois de sua paixão, ressurreição e ascensão aos céus, participou do poder de Deus, e de seu domínio sobre o mundo ( Mt 28, 18 ; Ef 1,18-21 ). A ressurreição confere à mensagem de Cristo e a toda a sua ação e missão, um alcance universal. Os discípulos constatam que o Reino já está presente na pessoa de Jesus, e pouco a pouco vai se instaurando, no homem e no mundo, por uma misteriosa ligação com a sua pessoa. Assim, depois da ressurreição, eles pregam o Reino, anunciando a morte e a ressurreição de Jesus. Felipe, na Samaria, “anunciava a Boa-Nova do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo” (At 8,12). Paulo, em Roma, “o Reino de Cristo e de Deus e ensinava o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo” (At 28, 31). Também os primeiros cristãos anunciavam “o Reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,55). Ou então, “o Reino eterno de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pd 1,11). Sobre o anúncio de Jesus Cristo, com o qual o Reino se identifica se concentra a pregação da Igreja primitiva. Como autrora, é preciso unir, hoje, o anúncio do Reino de Deus (o conteúdo do “Kerigma” de Jesus e a proclamação da vinda de Jesus Cristo (“o Kerigma” dos apóstolos). Os dois anúncios completam-se e iluminam-se mutuamente.

Hoje fala-se muito do Reino, mas nem sempre em consonância com o sentir da Igreja. De fato, existem concepções de salvação e missão que podem ser chamadas “antropocêntricas” no sentido redutivo da palavra, por se concentrarem nas necessidades terrenas do homem. Nesta perspectiva, o Reino passa a ser uma realidade totalmente humanizada e secularizada, onde o que conta são os programas e as lutas para a libertação sócio-econômica, política e cultural, mas sempre num horizonte fechado ao transcendente. Sem negar que neste nível, também existem valores a promover, todavia estas concepções permanecem nos limites de um reino de homem, truncado em suas mais autênticas e profundas dimensões, espelhando-se facilmente numa das ideologias de progresso puramente terreno. O Reino de Deus, pelo contrário “não é daqui debaixo” (Jo 18,36).

A tarefa da Igreja é orientada num duplo sentido: por um lado, promover os denominados “valores do Reino”, como: a paz, a justiça, a liberdade, a fraternidade; por outro favorece o diálogo entre os povos, as culturas, as religiões, para que, num mútuo enriquecimento, ajudem o mundo a renovar-se a caminhar cada vez mais na direção do Reino.

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