A missão de anunciar

alpha-omega

 

São anuncio de Cristo e seu Evangelho, a fundação e desenvolvimento de comunidades que atuem entre os homens a imagem viva do Reino. Isto não nos deve fazer recear que se possa cair numa forma de eclesiocentrismo. Paulo VI, que afirmou existir “uma profunda ligação entre Cristo, a Igreja e a evangelização”, disse também, que a Igreja “não é fim em si mesma, pelo contrário, deseja intensamente ser toda de Cristo, em Cristo e para Cristo, e toda dos homens, entre os homens e para os homens”(Discurso de abertura da III Sessão do Conc. Ecum. Vat. II).Em primeiro lugar, serve-o com o anúncio  que chama à conversão: este é o primeiro e fundamental serviço à vinha do Reino para cada pessoa e para a sociedade humana. A salvação escatológica começa já agora, na novidade de vida em Cristo: “a todos os que o recebera, aos que crêem nele, deu o poder de se tornarem filhos de Deus “( Jo 1,12).

A Igreja serve o Reino, difundindo pelo mundo os “valores evangélicos”, que são a expressão do Reino, e ajudam os homens a acolher o desígnio de Deus. É verdade que a realidade incipiente do Reino pode encontrar-se também fora dos confins da Igreja, em toda a humanidade, na medida em que ele viva os “valores evangélicos” e se abra à ação do Espírito que sopra onde e como quer (Jo 3,8); mas é preciso acrescentar, logo a dimensão temporal do Reino está incompleta, enquanto não se ordenar ao Reino de Cristo, presente na Igreja, em constante tensão para a plenitude escatológica.

Ela é força atuante no caminho da humanidade rumo ao Reino escatológico; é sinal e promotora dos valores evangélicos entre os homens. Neste itinerário de conversão ao projeto de Deus, a Igreja mãe contribui com seu testemunho e atividade, expressa no diálogo, na promoção humana, no compromisso pela paz e pela justiça, na educação, no cuidado dos dentes, na assistência aos pobres e mais pequenos, mantendo sempre firme a prioridade das realidades transcendentes e espirituais, premissas da salvação escatológica.

A Igreja serve o Reino também com sua intercessão, uma vez que ele, por sua natureza, é dom e obra de Deus, como lembram as parábolas evangélicas e para a própria oração que Jesus nos ensinou. Devemos suplicá-lo, para que seja acolhido e cresça em nós; mas devemos simultaneamente, cooperar a fim de que seja aceito e se consolide entre os homens, até Cristo “entregar o Reino a Deus Pai”, altura essa em que “Deus será tudo em todos” (1Cor 15,24-28).

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