A oração é um dom da graça

 

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Os grandes orantes da Antiga Aliança antes de Cristo, como a Mãe de Deus e os Santos com Ele, nos ensinam: a Oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmo e contra os embustes do tentador, que tudo faz para desviar o homem da oração, da união com seu Deus. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza. Se não quisermos habitualmente agir segundo o Espírito de Cristo, também não poderemos habitualmente rezar em seu Nome. O “combate espiritual” da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração.

No combate da oração, devemos enfrentar, em nós mesmos e à nossa volta, concepções errôneas da oração. Alguns vêem nela uma simples operação psicológica; outras, um esforço de concentração para se chegar ao vazio mental. No inconsciente de muitos cristãos, rezar é uma ocupação incompatível com tudo o que eles devem fazer: não tem tampo. Os que procuram a Deus pela oração desanimam depressa, porque ignoram que a oração também procede do Espírito Santo e não apenas deles. Devemos também enfrentar mentalidades “deste mundo” que nos contaminam se não formos vigilantes, por exemplo: a afirmação de que o verdadeiro seria apenas o que é verificado pela razão e pela ciência (rezar, pelo contrário, é um mistério que ultrapassa nossa consciência e nosso inconsciente); os valores de produção e rendimento (a oração sendo improdutiva, é inútil); os sensualismos e o bem-estar material, considerados como critérios da verdade, do bem e da beleza a oração, porém, “amor da beleza”, é enamorada da glória do Deus Vivo e Verdadeiro; em reação contra o ativismo, a oração é apresentada como fuga do mundo (a oração cristã, no entanto, não é um sai da história nem está divorciada com a vida).

Nosso combate deve enfrentar aquilo que sentimos como nossos fracassos na oração: desânimo diante de nossa aridez, tristeza por não ter dado tudo ao Senhor, por ter “muitos bens” (Mc 10,22). Decepção por não ser atendido segundo nossa vontade própria, insulto ao nosso orgulho, a qual não aceita nossa indignidade de pecadores, alegria à gratuidade da oração. Para superar esses obstáculos é preciso lutar para ter a humildade, a confiança, a perseverança. A dificuldade comum de nossa oração é a distração. Outra dificuldade, especialmente para aqueles que querem sinceramente orar, é a aridez. Essa acontece na oração, quando o coração está desanimado, sem gosto com relação aos pensamentos, às lembranças e aos sentimentos, mesmo espirituais. É o momento da fé pura que se mantém fielmente com Jesus na agonia e no túmulo. “Se o grão de trigo que cai na terra morre, produzirá muito fruto”(Jo 12,24).

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