Sem Mim nada podeis fazer

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Quem é humilde não se surpreende com sua miséria. Passa então a ter mais confiança, a perseverar na constância.

A confiança filial é experimentada- e se prova- na tribulação (Rm 5,3-5). A dificuldade principal se refere à oração de súplica por si ou pelos outros, na intercessão. Alguns deixam até de orar porque, pensam eles, seu pedido não é ouvido. Aqui surgem duas questões: por que pensamos que nosso pedido não foi ouvido? De que maneira é atendida, ou é “eficaz”, nossa oração?

Qual é, pois, a imagem de Deus que nos motiva à oração? Um meio a utilizar ou o Pai nosso Senhor Jesus Cristo? Estamos convencidos de que “nem sabemos o que convém pedir” (Rm 8,26)? Pedimos a Deus “os bens convenientes”? Nosso Pai sabe do que precisamos, antes de lho pedirmos (Mt 6,8). “Não possuís porque não pedis. Pedis, mas não recebeis, porque pedis mal, com o fim de gastardes nos vossos prazeres” (Tg 4,2-3). Se pedirmos com um coração dividido, Deus não nos pode ouvir, porque deseja nosso bem, nossa vida. “Ou julgais que é em vão que a Escritura diz: Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós (Tg 4,5)?”

       Nosso Deus é “ciumento” de nós o que é sinal da verdade de seu amor. Entremos no desejo de Seu amor. Entremos no desejo de seu Espírito e seremos ouvidos. Não te aflijas se não recebe imediatamente de Deus o que lhe pedes: pois Ele quer fazer-te um bem ainda maior por tua perseverança em permanecer com Ele na Oração Ele quer que nosso desejo seja provado na oração. Assim Ele nos prepara para receber aquilo que Ele está pronto a nos dar (Santo Agostinho, Ep, 130, 8).

A revelação da oração na economia da salvação nos ensina que a fé se apóia na ação de Deus na história. A confiança filial é suscitada por sua ação por excelência: a Paixão e a Ressurreição de seu Filho. A oração cristã é cooperação com sua Providência, com seu plano de amor para os homens.

Em São Paulo, esta confiança é audaciosa (Rm 10,12-13), fundada na oração do Espírito em nós e no amor fiel do Pai, que nos deus seu Filho único (Rm8,26-39). A transformação do coração que reza é a primeira resposta a nosso pedido.

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