Não te aproximes daqui, tira as sandálias

Blog-slide 277

 

Este limiar da Santidade divina só Jesus podia transpor, Ele que, “depois de ter realizado a purificação dos pecados” (Hb1, 3), nos introduz diante da Face do Pai: “Eis-me aqui com os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13).

A humildade nos faz reconhecer que “ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar, isto é aos pequeninos” (Mt 11,25). A purificação do coração diz respeito às paternas ou maternas oriundas de nossa história pessoal e cultural e que influenciam nossa relação com Deus. Deus nosso Pai transcende as categorias do mundo criado. Transpor para Ele, ou contra Ele, nossas idéias neste campo seria fabricar ídolos, para adorar ou para demolir. Orar ao Pai é entrar em seu mistério, tal qual Ele é como o Filho no-lo revelou.

A expressão “Deus Pai” nunca fora revelada a ninguém. Quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem Ele era, ouviu outro nome. Podemos invocar a Deus como “Pai”, porque Ele nos foi revelado por seu Filho feito homem e porque seu Espírito no-lo faz conhecer pessoal. Aquilo que o homem não pode conceber nem as potências angélicas podem entrever, isto é, a relação Filho com o Pai (Jo 1,1), eis que o Espírito do Filho nos faz participar nela, nós que cremos que Jesus é o Cristo e que somos nascidos de Deus (1 Jo 5,1). Quando rezamos ao Pai, estamos em comunhão com Ele e com seu Filho, Jesus Cristo (1 Jo 1,3) É então que o conhecemos e o reconhecemos num maravilhamento sempre novo.

A primeira palavra da Oração do Senhor é uma benção de adoração antes de ser uma súplica. Pois a Glória de Deus é que nós o reconheçamos como “Pai”, Deus verdadeiro. Rendemo-lhe graças por nos ter revelado seu Nome, por nos ter concedido crer nele e por sermos habitados por sua Presença. Podemos adorar o Pai porque Ele nos fez renascer para sua Vida, adotando-nos como filhos em seu Filho único: pelo Batismo, Ele nos incorpora no Corpo de seu Cristo e, pela Unção de seu Espírito, que se derrama da Cabeça para os membros, faz de nós “cristos” (isto é “ungidos”).

   Deus, que nos predestinou à adoção de filhos, tornou-nos conformes ao Corpo glorioso de Cristo. Doravante, portanto, como participantes do Cristo, vos sois com justa razão chamados “cristos” (S. Cirilo de Jerusalém 3,1 Pg 33). O homem novo, renascido e restituído a seu Deus pela graça, diz, antes de mais nada “Pai”, porque se tornou filho.

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