O Chamado à Santidade

Santissima-Trindade

 

Deus vai manifestar a Sua santidade, revelando e dando seu Nome, a fim de restaurar o homem “segundo a imagem do Seu Criador” (Cl 3,10). Na promessa feita a Abraão, e no juramento que a acompanha (Hb 6,13), Deus empenha a si mesmo, mas sem revelar Seu Nome. É a Moises que começa a revelá-lo (Ex 3,14), e o manifesta aos olhos de todo o povo, salvando-o dos egípcios: “Ele se vestiu de glória” (Ex 15,1). A partir da Aliança do Sinai, este povo é “Seu” e deve ser uma “nação santa” porque o Nome de Deus abita nele.

Ora, apesar da Lei santa que o Deus Santo lhe dá e torna a dar (Lv 1,31), e embora o Senhor, em consideração a seu Nome, use de paciência, o povo se desvia do Santo de Israel e “profana seu nome entre as nações” (Ez 20,36). Foi por isso que os justos da Antiga Aliança, os pobres que retornaram do exílio e os profetas, ficaram abrasados pela paixão do Nome. Por fim, em Jesus, o Nome de Deus Santo nos é revelado e dado, na carne, como Salvador (Mt 1, 21): revelado por aquilo que Ele É, por sua Palavra e por seu Sacrifício ( Jo 8, 228). É o cerne de sua oração sacerdotal: “Pai Santo… Por eles a mim mesmo me santifico, para que sejam santificados na verdade” (Jo 17,19). É por “santificar” Ele mesmo o seu nome (Ez 20,39); que Jesus nos manifesta o Nome do Pai. Ao final de sua Páscoa, o Pai lhe dá então o nome que está acima de todo nome: Jesus é Senhor para a glória de Deus Pai (Fl 2,9-11).

Nas águas do Batismo fomos lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus (1 Cor 6,11). Durante toda nossa vida, nosso Pai nos chama a santidade (1Ts 4,7). E, já que “por ele que vós sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós santificação” (1 Cor 1,30), contribui para sua Glória e para nossa vida o fato de seu nome ser santificado em nós e por nós. Essa é a urgência de nosso primeiro pedido.

Quem poderia santificar a Deus, já que é Ele mesmo quem santifica? Mas, inspirando-nos nesta palavra: “Sede santos porque Eu sou Santo” (Lv 11,44), nós pedimos que, santificados pelo Batismo, perseveremos naquilo que começamos a ser. E pedimo-lo todos os dias, porque cometemos faltas todos os dias e devemos purificar-nos de nossos pecados por uma santificação retomada sem cessar. Recorremos, portanto, à oração para que esta santidade permaneça em nós.

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