Na Santidade, na Misericórdia, no Amor de Deus

 

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Nós perdoamos a quem nos ofendeu? “Deveis ser perfeitos como vosso Pai é perfeito” (Mt 5,48). “Sede misericordioso como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36). “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13,34). Observar o mandamento do Senhor é impossível se quisermos imitar, de fora, o modelo divino. Trata-se de participar, de forma vital e do fundo do coração, na santidade, na Misericórdia, no Amor de nosso Deus. Só o Espírito que é nossa Vida (Gl 5,25) pode fazer nossos os mesmos sentimentos que teve Cristo Jesus (Fl 2,15). Então se torna possível a unidade do perdão, “perdoando-nos como Deus em Cristo nos perdoou” (Ef 4,32).

A parábola do servo desumano, que coroa o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial, termina com esta palavra: “Eis como meu Pai celeste agirá convosco, se cada um de vós não perdoar, de coração, o seu irmão”. Com efeito, é no fundo do coração ao que tudo se faz e se desfaz. Não está em nosso poder não mais sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo transforma a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão.

A oração cristã chega até o perdão dos inimigos (Mt 5, 43-44). Transforma o discípulo, configurando-o seu Mestre. O perdão é um ponto alto da oração cristã; o dom da oração não pode ser recebido a não ser num coração em consonância com a compaixão divina. O perdão dá também testemunho de que, em nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. Os mártires, de ontem e de hoje, dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da Reconciliação dos filhos de Deus com seu Pai e dos homens entre si (2 Cor 5,18-21).

Não há limite nem medida a esse perdão essencialmente divino. Tratando-se de ofensas ou dividas, de fato somos sempre devedores: “Não devais a ninguém, a não ser o amor mútuo” (Rm 13,8). A Comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda relação, Esta comunhão é vivida na oração, sobretudo na Eucaristia.

Deus não aceita o sacrifício dos que fomentam a desunião; Ele ordena que se afastem do altar para primeiro se reconciliarem com seus irmãos; Deus quer ser pacificado com orações de paz. Para Deus, a mais bela obrigação é nossa paz, nossa concórdia, a unidade no Pai, no Filho e no Espírito Santo de todo o povo fiel (S. C. D. 23 ).

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