Fugir ou recorrer a Deus?

                                      Salmo 55, 1-16

perigos

 2 Dá ouvidos à minha prece, ó Deus, não te furtes à minha súplica! 3 Presta atenção e responde-me, porque as ansiedades me agitam! 4 Estremeço ante a voz do inimigo, diante dos gritos do injusto. Eles fazem recair sobre mim calamidades, e me acusam com raiva. 5 Meu coração se contorce dentro de mim, e sobre mim caem terrores mortais; 6 medo e tremor me invadem, e um calafrio me envolve. 7 Então  eu penso: “Quem me dera ter asas de pomba para eu sair voando e pousar… 8 Sim, eu fugiria para longe e pernoitaria no deserto. 9 Encontraria logo um refúgio contra o vento da calúnia, 10 contra o furacão que devora, Senhor, contra a torrente da língua deles”. Vejo violência e discórdia na cidade: 11 dia e noite elas rondam por cima de suas muralhas. Dentro dela há calamidades, e a opressão e a fraude nunca se afastam de sua praça. 13 Se um inimigo me insultasse, eu poderia suportar; se meu adversário se erguesse contra mim, eu me esconderia dele. 14 Mas é você, homem igual a mim, meu amigo, meu confidente, 15 a quem me unia uma doce intimidade; andávamos juntos, em meio ao barulho, na casa de Deus. 16 Caiam sobre eles a morte, desçam vivos ao túmulo, pois o mal se aninha entre eles!

Súplica do justo, acusado e perseguido pelos mantenedores de uma sociedade corrupta. O apelo a Deus nasce das dificuldades externas que têm repercussões internas; por fora, perseguição, calúnia e acusação; por dentro, medo, angústia e ansiedade. O salmista pensa até em fugir: é preferível viver no deserto. Descreve com vigor a corrupção da cidade, dominada pela violência e discórdia, crime e injustiça, opressão e fraude. Em lugar da verdade, comunhão e partilha, reina a mentira, divisão e exploração. E o pior é que até as relações mais íntimas se deterioram: o amigo se transforma em adversário traidor.”

REFLEXÃO:

                 Porque fugir como o salmista para o deserto? Para se esconder do opressor? Ao contrário dele nós precisamos levantar a cabeça e mostrar que somos da verdade, somos da transparência, somos do exercito dos justos que tem o Deus vivo como nosso Escudo e Proteção: “Se Deus é por nós quem será contra nós? Nem o crime, nem a violência, nem a injustiça, nem a opressão, e nem a fraude”. Neste exército, reina a verdade, a comunhão, a partilha, o amor. Aí perceberemos que por onde passarmos teremos a Luz e não as trevas. É exatamente isto que estamos procurando, tirar tudo o que é velho para que reine em nossas vidas o NOVO. Que o Deus da PAZ nos dê muita coragem de ir ao novo. Assim Seja! Amém!

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