Em nome da amizade

I Samuel 20, 01-12; 24-31;35-42

images (47)1 Davi fugiu do convento de Ramá, foi encontrar-se com Jônatas, e lhe perguntou: “O quê foi que eu fiz? Que crime ou erro cometi contra seu pai, para que ele queira me matar?” 2 Jônatas respondeu: “Não se preocupe com isso. Você não vai morrer. Meu pai não faz nada que seja importante ou menos importante, sem antes me informar. Por que meu pai esconderia de mim esse plano? Impossível”. 3 Mas Davi insistiu: “Seu pai sabe muito bem que você me ajuda, e por isso pensa: ‘Que Jônatas não fique sabendo disso para não ter um desgosto’. Mas, pela vida de Javé e pela sua vida, eu estou a um passo da morte”. 4 Jônatas disse a Davi: “O quê você quer que eu faça?” 5 Davi respondeu: “Amanhã é lua nova, e eu deverei comer com o rei. Deixe-me ir embora. Vou esconder-me no campo até à tarde. 6 Se  o seu pai sentir a minha falta, diga que eu pedi licença a você para ir até Belém, minha cidade, porque todo o meu clã está celebrando aí o sacrifício anual. 7 Se ele disser que está bem, estou a salvo; se ele ficar furioso, é sinal que decidiu me matar. 8 Seja leal com este servo, porque estamos unidos por um pacto sagrado. Se cometi algum crime, mate-me você mesmo; não precisa me entregar a seu pai”. 9 Jônatas replicou: “Nem pense nisso. Se eu souber que meu pai decidiu matar você, fique certo que eu o avisarei”. 10 Davi perguntou: “Quem vai me avisar, se seu pai responder com aspereza?” 11 Jônatas respondeu: “Vamos para o campo”. 12 Então Jônatas disse a Davi: “Por Javé, Deus de Israel, eu prometo a você: Amanhã ou depois de amanhã, nesta mesma hora, eu vou sondar meu pai, para ver se tudo está bem para você. Caso contrário, eu lhe mandarei secretamente um recado. 24 Então Davi se escondeu no campo. A lua nova chegou e o rei estava sentado à mesa para comer. 25 Como de costume, o rei estava sentado no lado da parede. Jônatas sentou-se na frente, e Abner sentou-se ao lado de Saul. O lugar de Davi ficou vazio. 26 Nesse dia, Saul não disse nada, porque pensava: “É coincidência; ele não está puro, e ainda não se purificou”. 27 No outro dia da lua nova, no segundo dia, o lugar de Davi continuou vazio. Então Saul disse a seu filho Jônatas: “Por que o filho de Jessé não veio nem ontem nem hoje para a refeição?” 28 Jônatas respondeu a Saul: “Davi me pediu com insistência para ir à Belém. 29 Ele me disse: ‘Deixe-me ir, por favor, pois haverá na cidade um sacrifício para o nosso clã, e meus irmãos querem que eu esteja presente; se lhe parece bem, deixe-me ir ao encontro de meus irmãos’. É por isso que ele não está presente na mesa do rei. 30 Então Saul ficou com raiva de Jônatas e lhe disse: “Filho de uma transviada! Pensa que eu não sei que você está do lado do filho de Jessé? Para sua vergonha e para a vergonha da nudez de sua mãe? 31 Enquanto o filho de Jessé estiver vivo na terra, nem você nem seu reino estarão seguros. Trate de encontrá-lo, e traga-o aqui porque ele merece a morte”.  35 Na manhã seguinte, Jônatas foi ao campo, acompanhado de um jovem servo, para se encontrar com Davi. 36 Disse então ao servo: “Corra e procure as flechas que vou atirar”. O jovem correu e Jônatas atirou uma que o ultrapassou. 37 Quando o servo chegou perto da flecha que tinha atirado, Jônatas gritou: “A flecha não está para lá de você?” 38 E Jônatas continuou: “Corra depressa; não fique aí parado. 40 Então Jônatas entregou suas armas ao servo e ordenou: “Volte e leve-as para a cidade.” 41 Quando o  servo  foi embora, Davi saiu do esconderijo, caiu com o rosto  por terra e se prostrou três vezes. Em seguida, os dois se abraçaram e choraram bastante. 42 Jônatas disse a Davi: “Nós juramos um ao outro em nome de Javé. Que Javé seja sempre juiz entre mim e você, e entre meus filhos e seus filhos”.

“A amizade entre Jônatas e Davi é um exemplo de fraternidade, porque mostra que as relações humanas estão acima da competição pelo poder”.

REFLEXÃO:

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Amados irmãos e irmãs, vejamos a beleza dessa leitura, a amizade de Davi e Jônatas é algo que está em extinção em nossos tempos, reflete uma verdadeira fraternidade, ou seja, o amor entre irmãos; este por sinal é justamente o amor que Jesus pediu que tivéssemos uns pelos outros, um amor totalmente gratuito e desinteressado, e que não mede sacrifícios para ver o bem do próximo. Peçamos a Deus a graça de vivermos o verdadeiro amor, aquele que se doa sem nada exigir em troca. Que assim seja. PAZ E MISERICÓRDIA!

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