Deus não vê a injustiça

Habacuc 1, 1- 11

el-tres-de-mayo-francisco-de-goya-1808—1 Oráculo que o profeta Habacuc recebeu em visão. 2 Até quando, Javé, vou pedir socorro, sem que me escutes? Até quando clamarei a ti: “Violência!” sem que tu me tragas a salvação? Por que me fazes ver o crime e contemplar a injustiça? Opressão e violência estão à minha frente; surgem processos e levantam-se rixas. 4 Por isso, a lei perde a força e o direito nunca aparece. O ímpio cerca o justo e o direito aparece distorcido. Uma resposta que não satisfaz — 5 Olhem as nações, observem bem! Vocês ficarão admirados e espantados, pois ainda nestes dias eu vou fazer uma coisa que, se alguém contasse vocês não iriam acreditar. 6 Farei com que se levantem os caldeus, povo cruel e impetuoso que percorre a terra inteira,  tomando posse de casas que nunca foram deles. 7 Ele é terrível e temível; com sua sentença, ele impõe seu direito e vontade. 8 Seus cavalos são mais velozes que panteras, mais ariscos que lobos do deserto. Seus cavalos vêm a galope, os cavaleiros apontam lá longe, voando como águia que mergulha sobre a sua presa. 9 Eles avançam todos para fazer violência, rosto em frente, amontoando prisioneiros como areia. 10 Ele caçoa dos reis, zomba dos chefes, ri das fortalezas, porque faz um aterro e as toma de assalto. 11 Depois respira e continua; sua força é o seu deus.

“Habacuc se defronta com o problema da opressão e da violência: em nível tanto internacional como nacional, os forte oprimem os fracos, e Deus parece não resolver a questão. Vários profetas explicavam a situação, mostrando que os inimigos exteriores eram instrumento com que Deus castigava o pecado do povo. Habacuc rejeita essa explicação, mostrando que também os inimigos externos são opressores. Diante disso, em que situação fica o justo? O profeta constata o caos social: os fortes oprimem os fracos. Estes recorrem ao tribunal, mas a justiça está esquecida e o direito é distorcido. E Deus, ignora tudo isso? Conforme alguns profetas anteriores, o invasor é o instrumento de Deus. O texto descreve o exército de Nabucodonosor conquistando um povo, e depois indo embora e deixando ruínas atrás de si. Seria essa uma intervenção de Deus? O profeta nota que o instrumento acaba considerando a si mesmo um deus; e isso é pior do que a injustiça que reinava antes. Essa resposta não satisfaz Habacuc.”

REFLEXÃO:

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Amados irmãos e irmãs, vimos que em todos os tempos os profetas, viveram tempo de caos social; foi sempre assim, é e será. É como que os povos sejam de qual for à era; busca sempre a injustiça, a opressão, os fortes sempre buscam uma presa nos mais fracos. Foi então que o profeta Habacuc, constatou que os fortes oprimiam os fracos, se percebe que a justiça está ali esquecida e o direito distorcido. É uma visão do profeta, ele que tem olhos de águia, isto é, vê muito além daquilo que está explodindo no meio do povo. O opressor ainda se sente o grande, o deus, após ter conquistado o povo, depois vai embora deixando atrás de si a ruína; então o Deus verdadeiro entra intervindo pela causa dos oprimidos, mais fracos, injustiçados para que haja a libertação deste povo. Peçamos irmãos ao Senhor Deus, que venha também em nossa defesa, a fim de que acabem de uma vez por todas a injustiça que ainda reina no meio dos mais fracos, oprimidos etc. PAZ E MISERICÓRDIA!

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